A actualidade tem sido bastante interessante e produtiva em relação a parvoíce, com o acréscimo Paulo Futre ao futebol espectáculo fora dos relvados. Eu que só me ria com os discursos do Sr. Jorge Nuno, agora passei a ver neste novo comediante, um talento raro: conseguir fazer rir o país, falando a sério e ainda por cima sobre economia. Mas calma! Eu apoio o Futre. Tanto o apoio como penso que o Sporting devia ser nacionalizado e ser aposta do governo esta coisa do "vai vir 400 charters e sponsors para apoiar o jogador chinês". Aliás se forem a ver o governo está já a seguir a técnica dos 19+1, mas de uma maneira mais soft. Está a apostar no 16+4, ou seja, os 16 ministros + 4 tipos do FMI para ver se não há falcatruas e aldrabices. Enfim, coisas pouco habituais naquela casa.
E digo mais: Portugal deveria criar um Ministério da China. Para já para resolver assuntos relacionados com restauração, lojas e afins, depois para contratar mais jogadores para a Liga Zon Sagres. Seria optimo. O Estádio de Aveiro e o de Leiria cheios como nunca acontece para verem o Kim Djung ou o Zhu Zaimedesta, fantastico!
Mas não nos escape o assunto principal desta agradável tertúlia: o F.M.I. entrou de facto em Portugal. Ainda não tive oportunidade para o comprimentar porque ele ainda não passou cá por casa, mas até agora noto algumas diferenças: Socrates tem estado calado, o Benfica perdeu demasiadas vezes com o Porto esta época e o PCP e BE não negoceiam com o FMI, mas vão concorrer as urnas na mesma. Lindo! Espero que o facto de eles não quererem o FMI seja por terem a medida do Futre na manga. Se for assim, eu sou Comunista desde pequenino.
sexta-feira, abril 22, 2011
domingo, abril 17, 2011
Calpe '11
Há um ano nem sequer sabiamos que destino escolher. A escolha residia, pensávamos nós em Lloret. Tinhamos começado a nova comissão eu, a Sofia, o Daniel e a Soraia e as coisas pareciam vagas, sem saber bem o que fazer. Começámos a definir uma estratégia de ganhar dinheiro. Sucederam-se meses de reuniões, começaram as primeiras entradas para a viagem. E eis que chegou o Verão.
O Verão, foi sem duvida o ponto de partida para esta viagem, com as Festas da Vila, Taskinhas 2010 que nos levou a uma almofada de dinheiro e permitiu saber aquilo que percisavamos a partir de agora. As coisas correram bem, e diria que esperávamos até menos do que fizémos, já que a época era de crise e os números era melhores que o ano anterior. Mas ainda acrescentams dinheiro de duas ou três festas no Verão, que apesar de serem em cafés, nos deram ainda algum dinheiro.
Começaram depois as aulas, e então apareceu a X-travel. Já conheciamos o Bruno e a Barbara, por terem sido já agentes da Sporjovem, e depois de ter investigado com base nos factos que eles me deram, soubemos que a Sporjovem recebeu demissões de vários agentes e directores. Basicamente, as coisas estavam muito más na Sporjovem e isso deu-nos logo alento para confiar na X.
Mas as coisas não foram assim tão simples. Tivémos bastantes agencias a tentar convencer-nos, e especialmente a Sporjovem. A SPJ, como lhe chamo para não ser acusado de difamação, incutiu-nos de veneno ao tentar convencer da pouca credibilidade da X-Travel. Entretanto o Bruno mostrou-nos Calpe e Lloret. Calpe foi a bomba! Aliás em muitos sitios Calpe foi mesmo a bomba, e as coisas nao avançaram nesse sentido pela pressão da SPJ. No nosso caso avançaram, e não iamos voltar atrás, apesar de nos dizerem que Calpe tinha procissões na Páscoa e mais 20 mil coisas que no fim de contas eram mentira.
Tivemos uma ou 2 festas até Dezembro, e nesse dia 17 do mês em questão, foi o Baile... Magnifico. E tanto trabalho que deu... Mas foi mesmo o máximo.
As coisas avançaram com mais uma ou duas festas e claro a Full House que nos marcou para sempre, dando o conforto financeiro que precisávamos. Digo-vos que as contas foram melhores do que alguem esperou. E finalmente chegámos à viagem, que neste momento em que escrevo, já acabou.
Foi tão curto para o tempo que trabalhamos... Mas valeu a pena. Foi a melhor semana das nossas vidas, e duvido que tenhamos uma assim... Pelo menos tão Cedo.
Queremos voltar!!! CALPE.
Obrigado Sofia, Soraia e Daniel. Tudo foi possivel com vocês.
A comissão: Daniel Matos, (P), Ana Sofia Jardim (VP), Soraia Macedo (S), Daniel Almeida (T).
O Verão, foi sem duvida o ponto de partida para esta viagem, com as Festas da Vila, Taskinhas 2010 que nos levou a uma almofada de dinheiro e permitiu saber aquilo que percisavamos a partir de agora. As coisas correram bem, e diria que esperávamos até menos do que fizémos, já que a época era de crise e os números era melhores que o ano anterior. Mas ainda acrescentams dinheiro de duas ou três festas no Verão, que apesar de serem em cafés, nos deram ainda algum dinheiro.
Começaram depois as aulas, e então apareceu a X-travel. Já conheciamos o Bruno e a Barbara, por terem sido já agentes da Sporjovem, e depois de ter investigado com base nos factos que eles me deram, soubemos que a Sporjovem recebeu demissões de vários agentes e directores. Basicamente, as coisas estavam muito más na Sporjovem e isso deu-nos logo alento para confiar na X.
Mas as coisas não foram assim tão simples. Tivémos bastantes agencias a tentar convencer-nos, e especialmente a Sporjovem. A SPJ, como lhe chamo para não ser acusado de difamação, incutiu-nos de veneno ao tentar convencer da pouca credibilidade da X-Travel. Entretanto o Bruno mostrou-nos Calpe e Lloret. Calpe foi a bomba! Aliás em muitos sitios Calpe foi mesmo a bomba, e as coisas nao avançaram nesse sentido pela pressão da SPJ. No nosso caso avançaram, e não iamos voltar atrás, apesar de nos dizerem que Calpe tinha procissões na Páscoa e mais 20 mil coisas que no fim de contas eram mentira.
Tivemos uma ou 2 festas até Dezembro, e nesse dia 17 do mês em questão, foi o Baile... Magnifico. E tanto trabalho que deu... Mas foi mesmo o máximo.
As coisas avançaram com mais uma ou duas festas e claro a Full House que nos marcou para sempre, dando o conforto financeiro que precisávamos. Digo-vos que as contas foram melhores do que alguem esperou. E finalmente chegámos à viagem, que neste momento em que escrevo, já acabou.
Foi tão curto para o tempo que trabalhamos... Mas valeu a pena. Foi a melhor semana das nossas vidas, e duvido que tenhamos uma assim... Pelo menos tão Cedo.
Queremos voltar!!! CALPE.
Obrigado Sofia, Soraia e Daniel. Tudo foi possivel com vocês.
A comissão: Daniel Matos, (P), Ana Sofia Jardim (VP), Soraia Macedo (S), Daniel Almeida (T).
segunda-feira, abril 04, 2011
E tudo o que eu te dou...
Nada mais adequado a começar com um titulo de uma musica de Pedro Abrunhosa, no dia em que este visitou a minha escola e tive a oportunidade de falar com ele pessoalmente (o quanto possivel), alem da nossa entrevista para o Diario de Notícias.
Mas esse título remete-me também para o esforço colectivo: a amizade, o amor, a confiança. Falar de amizade é falar de essência, é falar de vida, é um sentimento que reside dentro de nós e que nos transporta para uma dimensão pessoal, um estado de alma.
Ser amigo é dificil de definir, é ser mais além, é dar algo mais. Confundo amizade com amor, mas talvez a amizade tenha sempre mais hipotese de prevalecer e sendo esta uma forma do próprio amor, é sem dúvida o sentimento mais sentido e mais marcado na nossa vida. Passar pela vida sem ter amigos, é como ser um fósforo no meio de um eucaliptal. Amigo é transcender, transpor barreiras, começar novos caminhos, definir novas metas, é ter na voz as almas de poetas e viajar por aí. Ser mais, melhor.
Amigos são suportes, bases de piramides, rectas paralelas ao sentido universal da nossa vida. Amigos são desafios superados, cavalos montados, lições de vitória. Amigos são irreconhecivelmente a marca da nossa história.
E amar? É ir e nunca mais voltar, é tudo dar. É ser mais pelo outro, é ousar. Querer e gritar o nome dela pela cidade toda de porta em porta como se o amanha não chegasse ou como se o hoje fosse coisa eterna, o ontem passado-presente de um tempo futuro. Realisticamente, às vezes nem notamos quem nos ama talvez porque estamos demasiado obcecados na precariedade da vida. Mas quem nos ama, quer-nos bem, quer-nos sempre e para sempre. E dá tudo. Carinho, atenção, festas lisas na cabeça suave, passa a mão pelos caracóis e diz sempre como estás linda hoje... Amar e amizade confudem-se no universo global do carinho.
"E tudo o que eu te dou,
e tu me dás a mim,
Tudo o que eu sonhei
Tu serás assim,
E tudo o que eu te dou... e tu me dás a mim,
E tudo o que eu te dou"
Mas esse título remete-me também para o esforço colectivo: a amizade, o amor, a confiança. Falar de amizade é falar de essência, é falar de vida, é um sentimento que reside dentro de nós e que nos transporta para uma dimensão pessoal, um estado de alma.
Ser amigo é dificil de definir, é ser mais além, é dar algo mais. Confundo amizade com amor, mas talvez a amizade tenha sempre mais hipotese de prevalecer e sendo esta uma forma do próprio amor, é sem dúvida o sentimento mais sentido e mais marcado na nossa vida. Passar pela vida sem ter amigos, é como ser um fósforo no meio de um eucaliptal. Amigo é transcender, transpor barreiras, começar novos caminhos, definir novas metas, é ter na voz as almas de poetas e viajar por aí. Ser mais, melhor.
Amigos são suportes, bases de piramides, rectas paralelas ao sentido universal da nossa vida. Amigos são desafios superados, cavalos montados, lições de vitória. Amigos são irreconhecivelmente a marca da nossa história.
E amar? É ir e nunca mais voltar, é tudo dar. É ser mais pelo outro, é ousar. Querer e gritar o nome dela pela cidade toda de porta em porta como se o amanha não chegasse ou como se o hoje fosse coisa eterna, o ontem passado-presente de um tempo futuro. Realisticamente, às vezes nem notamos quem nos ama talvez porque estamos demasiado obcecados na precariedade da vida. Mas quem nos ama, quer-nos bem, quer-nos sempre e para sempre. E dá tudo. Carinho, atenção, festas lisas na cabeça suave, passa a mão pelos caracóis e diz sempre como estás linda hoje... Amar e amizade confudem-se no universo global do carinho.
"E tudo o que eu te dou,
e tu me dás a mim,
Tudo o que eu sonhei
Tu serás assim,
E tudo o que eu te dou... e tu me dás a mim,
E tudo o que eu te dou"
domingo, março 13, 2011
Samuel Mira
Porquê falar de alguém? É raro de facto falar de pessoas individuais, mas falo de Samuel Mira, jovem português de Chelas, ou para quem ainda não chegou lá, STK: SamTheKid. Samuel Mira, começou no hip hop bem cedo, e é de facto uma afirmação, para muitos (e para mim) um dos melhores rapper's portugueses, ou se não o melhor. Samuel representa uma geração, representa o protesto na música de intervenção e sempre com batidas que são audiveis, sem grande peso na cabeça. Poeta limpo que condiz as palavras com a sua situação: a situação das ruas, bairros sociais, droga, protesto, a tendência da abstenção, a falta de politicas entre tantos outros assuntos residentes nos nossos lares e no nosso país.
A poesia/canção de intervenção não é feita ao acaso. Samuel Mira parece transportar para si uma forte carga de simbolismo nas suas musicas, "Nao e correcto e sou mais poeta que vocês, todos voz do rock,pop,hip hop escrita em ingles", a critica à pouca aposta na musica nacional e no cantar em português. Samuel ainda aponta tantas outras caracteristicas e podres da sociedade. Os albuns especiais e sequenciais que Sam produziu: Entre(tanto), Sobre(tudo) e Pratica(mente). Estes albuns apresentam uma evolução notável no artista, o amadurecimento de um protesto que não deixa a quem ouve, indiferente.
Digo-vos com toda a sinceridade que ouço (sobretudo o pratica(mente)) do principio ao fim, sem interrupções. Samuel junta ainda aos seus "beats" partes de musicas ou declamações de poemas/textos que tornam mais ricas a composição musical e voltam a frisar o valor nacional como o diz: "Mas aqui o samuel é madredeus é dulce pontes/ porque ha uma identidade, voces sao todos identicos/ são...autenticos mendigos vendidos por centimos/ não...compreendem o meu sentimento e mentem....".
Mas musicas como "Negociantes" ou "Abstenção" referem temas também muito importantes como o tráfico e a politica vista pelos jovens. Samuel é para mim, fonte de inspiração e por isso identifico-me com a musica que ele produz. Tantas e tantas criticas que precisavam por vezes de uma maior divulgação.
"Juventude, é mentalidade!" :)
A poesia/canção de intervenção não é feita ao acaso. Samuel Mira parece transportar para si uma forte carga de simbolismo nas suas musicas, "Nao e correcto e sou mais poeta que vocês, todos voz do rock,pop,hip hop escrita em ingles", a critica à pouca aposta na musica nacional e no cantar em português. Samuel ainda aponta tantas outras caracteristicas e podres da sociedade. Os albuns especiais e sequenciais que Sam produziu: Entre(tanto), Sobre(tudo) e Pratica(mente). Estes albuns apresentam uma evolução notável no artista, o amadurecimento de um protesto que não deixa a quem ouve, indiferente.
Digo-vos com toda a sinceridade que ouço (sobretudo o pratica(mente)) do principio ao fim, sem interrupções. Samuel junta ainda aos seus "beats" partes de musicas ou declamações de poemas/textos que tornam mais ricas a composição musical e voltam a frisar o valor nacional como o diz: "Mas aqui o samuel é madredeus é dulce pontes/ porque ha uma identidade, voces sao todos identicos/ são...autenticos mendigos vendidos por centimos/ não...compreendem o meu sentimento e mentem....".
Mas musicas como "Negociantes" ou "Abstenção" referem temas também muito importantes como o tráfico e a politica vista pelos jovens. Samuel é para mim, fonte de inspiração e por isso identifico-me com a musica que ele produz. Tantas e tantas criticas que precisavam por vezes de uma maior divulgação.
"Juventude, é mentalidade!" :)
quinta-feira, março 10, 2011
Coerência: O princípio do Vazio
Ninguém ouve o vazio do silêncio na noite que corre porque é o vazio que se destingue de tudo o resto, e o resto, esse, é deveras subjectivo. É o vazio que percorre o céu. É o vazio que avança pelo mar. É o vazio que rouba as almas. É o vazio subjectivo se o resto for concreto. Ou vice-versa?
Rasgos da intensidade, meras palavras do vazio que escrevo, do vazio, esse, residual na minha cabeça, residual na nossa projecção de relação, na nossa intimidade que é sobretudo ela, vazia, ou no máximo, reduzida. Reduzida, melhor que vazio. Prespectivas optimistas do mundo ouvem-se com a palavra reduzida. Nada tem sequência no que escrevo, porque o que escrevo, apesar de coerente reflecte a minha cabeça e o meu coração: pedaços de nada, e sobretudo, vazio. Porque eu não sei, e a dúvida é cada vez maior. Mas aperta cá dentro, onde no fundo no fundo, não sei se haverá algo, talvez... Vazio.
Arrumamos em gavetas recordações do que fomos, e talvez, até do que não fomos. Somos a ignorância de seres, somos a prespicácia do contingente terreno que nos deu inteligência. Nem vale a pena entrar por aí. Porque a nossa inteligencia leva-nos, ou pelo menos está a levar-nos para o vazio. Nem meio cheio, nem meio vazio. Vazio de inteligência. Cheio só da ignorância.
Apetece-me não escrever correctamente (José Saramago?), mas ainda consigo ter consideração por alguma alma, essa talvez não-vazia leia o que escrevo. Se o que escrevo é tão vago, tão vazio de coisas e cheias de nada, e se pouco sentido faz ou pouca coêrencia têm, a mim isso não me importa.
O estado de latência, resulta da conservação da caixa do Nada, do vazio que enche os cantos da casa, e ouço, sobretudo, esse silêncio ensurtecedor da noite. Eu não sei. Doido. É talvez loucura sim. Podes-me chamar louco que não levo a mal. Porque dentro do meu cérebro e do meu coração só ouço o ruído visceral do vazio.
Mataram os pássaros num abismo, dinamitaram a Lua e afogaram os peixes. Abismo. Sabemos a depressão em que nos encontramos. Esta psicose e metamorfose mental que nos transforma.
Liga-me...
Telefona-me
Rouba-me 3 segundos. Porque aos pássaros, já não podes salvá-los, e eu ainda tenho uma mão no socalco, prestes a deslizar, por esse abismo imenso. Vazio: Chama-me em redor de mim.
Rasgos da intensidade, meras palavras do vazio que escrevo, do vazio, esse, residual na minha cabeça, residual na nossa projecção de relação, na nossa intimidade que é sobretudo ela, vazia, ou no máximo, reduzida. Reduzida, melhor que vazio. Prespectivas optimistas do mundo ouvem-se com a palavra reduzida. Nada tem sequência no que escrevo, porque o que escrevo, apesar de coerente reflecte a minha cabeça e o meu coração: pedaços de nada, e sobretudo, vazio. Porque eu não sei, e a dúvida é cada vez maior. Mas aperta cá dentro, onde no fundo no fundo, não sei se haverá algo, talvez... Vazio.
Arrumamos em gavetas recordações do que fomos, e talvez, até do que não fomos. Somos a ignorância de seres, somos a prespicácia do contingente terreno que nos deu inteligência. Nem vale a pena entrar por aí. Porque a nossa inteligencia leva-nos, ou pelo menos está a levar-nos para o vazio. Nem meio cheio, nem meio vazio. Vazio de inteligência. Cheio só da ignorância.
Apetece-me não escrever correctamente (José Saramago?), mas ainda consigo ter consideração por alguma alma, essa talvez não-vazia leia o que escrevo. Se o que escrevo é tão vago, tão vazio de coisas e cheias de nada, e se pouco sentido faz ou pouca coêrencia têm, a mim isso não me importa.
O estado de latência, resulta da conservação da caixa do Nada, do vazio que enche os cantos da casa, e ouço, sobretudo, esse silêncio ensurtecedor da noite. Eu não sei. Doido. É talvez loucura sim. Podes-me chamar louco que não levo a mal. Porque dentro do meu cérebro e do meu coração só ouço o ruído visceral do vazio.
Mataram os pássaros num abismo, dinamitaram a Lua e afogaram os peixes. Abismo. Sabemos a depressão em que nos encontramos. Esta psicose e metamorfose mental que nos transforma.
Liga-me...
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Rouba-me 3 segundos. Porque aos pássaros, já não podes salvá-los, e eu ainda tenho uma mão no socalco, prestes a deslizar, por esse abismo imenso. Vazio: Chama-me em redor de mim.
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