A espada cruza os ares na longínqua Alagaesia, terra de dragões e cavaleiros. Ninguém me manda ler Eragons, nem Eldests nem Brisingers. Ninguem. É apenas uma busca, um sonho, uma fuga ao dia-a-dia, na bitola de quem encaixa pedra sobre pedra, estaca sobre estaca, erguendo uma personalidade, uma mentalidade, um rosto.
"Jovem com talento sonha alto...", e eu procuro sonhar, procuro na base do encontrar, um poema num desenho, encontrar um estranho, com o Sam The Kid moldo personalidades, atribuo idades, procuro assim muitas e novas identidades. Procuro e encontro, porque a vida me dá, espécie de segredo que nos fará, viver, este enredo. Quero gostar, quero ver, quero amar, ser um miudo produtivo, ser profissional no bom sentido, no desenho da vida que escrevo com caneta sem apagar a tinta preta que me leva a loucura, vida dura que perdura sempre à perna, ela não é eterna.
No sentido busco a face na plateia, que me leva a outro lugar, numa outra dianteira, na base do creativo-lógico, eu crio e rimo e só jogo no analógico, dessas fases da vida bem ou mal passadas, elas não são erradas, mas estão atrofiadas, por outra vidas que passam e tu não vês, nem se quer a palavra que está escrita tu lês?
É facil e barato, procura no chinês, que a realidade vai surgir das duas às três. E é levado para outro mundo, outro tempo, outro segundo, uma realidade quadrada vamos do punhal a espada, e nada parece. Acordo e pergunto, não fujo do assunto, o teu órgão já foi doado, foste operado, a tua vida não tem mais lugar se não deitado, e enquanto tentas sobreviver, voltas a reviver, tudo aquilo que tens a perder. Espera aí, vou contigo! E a teu lado sigo o caminho, a morte e dura realidade, a capacidade de mortal de quem nunca vai ficar, de quem nunca vai errar, nem o buraco a si no chão cavar. Eterno.
terça-feira, novembro 29, 2011
quarta-feira, setembro 14, 2011
Dar
De palavras duras é feito o mundo, não fosse este cruel e instável, como a dureza do meu nome no dominio da mesma letra eu hoje ouço e apenas partilho.
Não se trata de massajar as missangas da rapariga dos cabelos castanhos, de olhar nos olhos dela, de pegar na mão dela: o problema é um e só um: mentalidade. Os dias correm bem, outros correm mal, conclusão brilhante como só podia ser, não é? É como as palavras que eu escrevo. Agradam, não agradam... enfim.
O mundo é redondo, tem oportunidades novas aqui e além fronteiras, onde o desconhecido espreita, mas enfrento sem medo porque começo a compreender a palavra Dar. Aliás quero-me esquecer da palavra receber. Porque eu olho para o rapaz que vai descalço buscar água a um poço na Etiópia que fica a quilómetros, com o risco de ser raptado ou levar uma bala, vejo uma menina na india privada de sair, de estudar porque os pais não querem simplesmente ou porque não tem dinheiro para isso, e apenas me pergunto: sou assim tão infeliz? Não, não sou.
As coisas mudaram e o tabuleiro está do meu lado embora tu penses que está do teu. Porque eu não desmotivo, moralizo-me, não volto a cair porque nunca cheguei ao chão nem nunca, mas nunca vou esquecer, porque eu perdo-o.
Perdoar não é esquecer, é apenas apagar ligeiramente para que não se repita, e hoje eu sei mais de ti do que alguma vez poderia saber. São ilusões, puras, simples e cruas. Começo a conhecer um universo que não é aquele que conheci e hoje acordei e pensando bem, sempre o soube. Mas o vento é forte, e os nomes que escrevi na areia já estão apagados.
As pessoas passam, mas apenas algumas permanecem. Não sei se será o caso, não sei qual é o teu caso. Mas agora sei que não conheces as pessoas, nem te sustentas na minha linha. Aliás tu não passas a linha da minha meta.
És capaz de Dar? Pois, talvez adiemos a pergunta, talvez nos devemos divertir com outras falsas histórias.
Porque eu hoje sei mais de ti.
Sei exactamente onde se encontra o peão nº5 ou onde está a torre que inicia na parte direita. A rainha essa desapareceu, e o cavalo perdeu-se no G6. Eu sei o teu jogo, sei o teu ritmo. Conheço-te com um promenor que tu não sabes, até porque se soubesses quem eu sou, jamais estarias do outro lado do tabuleiro.
Tudo isto porque precisamos de aprender a dar e a resistir a distâncias, tempos, enfim, problemas. Porque não nos queremos mentalizar do que realmente queremos. Porque a base de tudo é a mentalidade. Só e apenas isso. E a minha não sei se será evoluida, mas não será certamente a tua.
É por isso que um dia mais tarde quero partir como voluntario, conhecer outras pessoas e culturas e dar o valor aquilo que é a vida. AMI, VIDA ou ADDHU. São possibilidades.
Porque a palavra Dar é mais importante. Um dia tu vais perceber e espero que não seja tarde, porque eu já renasci, e assim assino o meu nome com a mesma letra que comecei e assim termino,
O meu nome é Daniel e quero ser feliz.
"In the End"
http://www.youtube.com/watch?v=eVTXPUF4Oz4&ob=av3e
Não se trata de massajar as missangas da rapariga dos cabelos castanhos, de olhar nos olhos dela, de pegar na mão dela: o problema é um e só um: mentalidade. Os dias correm bem, outros correm mal, conclusão brilhante como só podia ser, não é? É como as palavras que eu escrevo. Agradam, não agradam... enfim.
O mundo é redondo, tem oportunidades novas aqui e além fronteiras, onde o desconhecido espreita, mas enfrento sem medo porque começo a compreender a palavra Dar. Aliás quero-me esquecer da palavra receber. Porque eu olho para o rapaz que vai descalço buscar água a um poço na Etiópia que fica a quilómetros, com o risco de ser raptado ou levar uma bala, vejo uma menina na india privada de sair, de estudar porque os pais não querem simplesmente ou porque não tem dinheiro para isso, e apenas me pergunto: sou assim tão infeliz? Não, não sou.
As coisas mudaram e o tabuleiro está do meu lado embora tu penses que está do teu. Porque eu não desmotivo, moralizo-me, não volto a cair porque nunca cheguei ao chão nem nunca, mas nunca vou esquecer, porque eu perdo-o.
Perdoar não é esquecer, é apenas apagar ligeiramente para que não se repita, e hoje eu sei mais de ti do que alguma vez poderia saber. São ilusões, puras, simples e cruas. Começo a conhecer um universo que não é aquele que conheci e hoje acordei e pensando bem, sempre o soube. Mas o vento é forte, e os nomes que escrevi na areia já estão apagados.
As pessoas passam, mas apenas algumas permanecem. Não sei se será o caso, não sei qual é o teu caso. Mas agora sei que não conheces as pessoas, nem te sustentas na minha linha. Aliás tu não passas a linha da minha meta.
És capaz de Dar? Pois, talvez adiemos a pergunta, talvez nos devemos divertir com outras falsas histórias.
Porque eu hoje sei mais de ti.
Sei exactamente onde se encontra o peão nº5 ou onde está a torre que inicia na parte direita. A rainha essa desapareceu, e o cavalo perdeu-se no G6. Eu sei o teu jogo, sei o teu ritmo. Conheço-te com um promenor que tu não sabes, até porque se soubesses quem eu sou, jamais estarias do outro lado do tabuleiro.
Tudo isto porque precisamos de aprender a dar e a resistir a distâncias, tempos, enfim, problemas. Porque não nos queremos mentalizar do que realmente queremos. Porque a base de tudo é a mentalidade. Só e apenas isso. E a minha não sei se será evoluida, mas não será certamente a tua.
É por isso que um dia mais tarde quero partir como voluntario, conhecer outras pessoas e culturas e dar o valor aquilo que é a vida. AMI, VIDA ou ADDHU. São possibilidades.
Porque a palavra Dar é mais importante. Um dia tu vais perceber e espero que não seja tarde, porque eu já renasci, e assim assino o meu nome com a mesma letra que comecei e assim termino,
O meu nome é Daniel e quero ser feliz.
"In the End"
http://www.youtube.com/watch?v=eVTXPUF4Oz4&ob=av3e
segunda-feira, setembro 12, 2011
Two Towers
11/9
2001, Faro, Algarve, Portugal
É curioso nesse dia estar de férias no Algarve. Não é curioso porque estou cá todos os anos, normalmente. É curioso é estar em Faro. Posso dizer que entrei em contacto com esse mundo que é o terrorismo numa loja de electrodomésticos onde as televisões anunciavam um desastre aereo de um Boeing. Era mais novo, mas não foi esta a minha impressão quando chocou o segundo contra a outra torre. É evidente que um avião que vai com extrema velocidade e com um objectivo de acertar em determinadas vigas do edificio, não pode ser um desastre.
Humor é o facto de ninguém as ter reconstruido e eu já ter visto milhares de vezes, elas a desmoronarem-se. Ou então a fé derrubar edificios mas não mover montanhas.
A evolução da humanidade faz-se por momentos, e este foi um deles. Crescemos mais a nivel de segurança, não só os EUA mas também a Europa e cada um de nós. As pessoas cresceram e estão mais conscientes. É pena que nem todas :)
Mas que interesses políticos estarão por de trás de guerras abertas pelos EUA? Interesses económicos? Segurança Nacional, sim, mas não me convencem apenas com esse argumento.
É preciso repensarmos neste acontecimento, na horrivel sensação de perda e de pânico, de actos aberrantes para a humanidade, mas também nesse majestoso orgulho de ser dono do mundo exibido pelos States. Afinal, foram duas torres que mudaram o mundo?
Talvez haja outros momentos mais certos para o mudar.
2001, Faro, Algarve, Portugal
É curioso nesse dia estar de férias no Algarve. Não é curioso porque estou cá todos os anos, normalmente. É curioso é estar em Faro. Posso dizer que entrei em contacto com esse mundo que é o terrorismo numa loja de electrodomésticos onde as televisões anunciavam um desastre aereo de um Boeing. Era mais novo, mas não foi esta a minha impressão quando chocou o segundo contra a outra torre. É evidente que um avião que vai com extrema velocidade e com um objectivo de acertar em determinadas vigas do edificio, não pode ser um desastre.
Humor é o facto de ninguém as ter reconstruido e eu já ter visto milhares de vezes, elas a desmoronarem-se. Ou então a fé derrubar edificios mas não mover montanhas.
A evolução da humanidade faz-se por momentos, e este foi um deles. Crescemos mais a nivel de segurança, não só os EUA mas também a Europa e cada um de nós. As pessoas cresceram e estão mais conscientes. É pena que nem todas :)
Mas que interesses políticos estarão por de trás de guerras abertas pelos EUA? Interesses económicos? Segurança Nacional, sim, mas não me convencem apenas com esse argumento.
É preciso repensarmos neste acontecimento, na horrivel sensação de perda e de pânico, de actos aberrantes para a humanidade, mas também nesse majestoso orgulho de ser dono do mundo exibido pelos States. Afinal, foram duas torres que mudaram o mundo?
Talvez haja outros momentos mais certos para o mudar.
quarta-feira, setembro 07, 2011
Até já Florida!
Ninguém me diz o que se passa,
Ninguém me fala da conquista
Ninguém me diz o que me ultrapassa
E põe-me fora da pista.
Diz-me aquilo que me escondes,
Porque eu não sei se possa celebrar
Se vá cair eternamente num abismo
Até a eternidade me levantar.
Eu sei do que falo,
Sei o que tu dizes quando eu calo,
Sei que não me contas o que sabes...
Sei que nada sei, e nada saberei enquanto não me disseres
Que o pior pressentimento é esta ansiedade
E colorido vou ouvindo pelas ruas dessa cidade...
Que cada lágrima é uma cascata,
Que cada sorriso é um mundo.
Ninguém me fala da conquista
Ninguém me diz o que me ultrapassa
E põe-me fora da pista.
Diz-me aquilo que me escondes,
Porque eu não sei se possa celebrar
Se vá cair eternamente num abismo
Até a eternidade me levantar.
Eu sei do que falo,
Sei o que tu dizes quando eu calo,
Sei que não me contas o que sabes...
Sei que nada sei, e nada saberei enquanto não me disseres
Que o pior pressentimento é esta ansiedade
E colorido vou ouvindo pelas ruas dessa cidade...
Que cada lágrima é uma cascata,
Que cada sorriso é um mundo.
sexta-feira, julho 29, 2011
Saudade.
Combinamos palavras na inequivoca esperança de um regresso, de uma frase solta, de um grito que nao amplificamos ao mundo. Esperamos eternamente por volta a esse tempo, mas nada mais resta que uma palavra portuguesa, tao portuguesa como o Fado, ou serao estas duas uma so?
Interrogo-me e escrevo o que se passa no mundo, o que pode ser um futuro ou que acontecimentos passados se verificaram mas se escrevemos e porque a nossa alma tem um processo cognitivo de continua aprendizagem, no qual a memoria tem um significado propenso que auxilia nesta demanda. E na memoria que guardamos a saudade, que exultamos e por vezes ate demais, damos um novo brilho e toque pessoal de algo.
A saudade provem de coisas boas disso acho que podemos estar todos de acordo. Podemos recordar momentos tragicos e marcantes mas eles nao derivam da saudade que tambem temos. "Por favor, abraça-me", acabo de ouvir a expressao na televisao, mas a saudade trouxe-me a expressao para outros campos: a memoria de outros abraços, de outros beijos e sobretudo do que nao disse.
E as vezes arrependemo-nos tanto do que ja poderiamos ter dito... E acentua-se mais quando vemos que alguem esta longe. Fisicamente ou Espiritualmente.
Temos todos de ganhar coragem. Temos todos de deixar de ser-mos Seres humanos para passarmos a ser pessoas! Custa muitas vezes, mas tera de ser.
Saudade e assim a marca do passado no nosso presente.
Interrogo-me e escrevo o que se passa no mundo, o que pode ser um futuro ou que acontecimentos passados se verificaram mas se escrevemos e porque a nossa alma tem um processo cognitivo de continua aprendizagem, no qual a memoria tem um significado propenso que auxilia nesta demanda. E na memoria que guardamos a saudade, que exultamos e por vezes ate demais, damos um novo brilho e toque pessoal de algo.
A saudade provem de coisas boas disso acho que podemos estar todos de acordo. Podemos recordar momentos tragicos e marcantes mas eles nao derivam da saudade que tambem temos. "Por favor, abraça-me", acabo de ouvir a expressao na televisao, mas a saudade trouxe-me a expressao para outros campos: a memoria de outros abraços, de outros beijos e sobretudo do que nao disse.
E as vezes arrependemo-nos tanto do que ja poderiamos ter dito... E acentua-se mais quando vemos que alguem esta longe. Fisicamente ou Espiritualmente.
Temos todos de ganhar coragem. Temos todos de deixar de ser-mos Seres humanos para passarmos a ser pessoas! Custa muitas vezes, mas tera de ser.
Saudade e assim a marca do passado no nosso presente.
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